Futebol

Conheça a história da Portuguesa de Teotônio Vilela

Um time de amigos, liderado por um português se tornou um dos grandes nomes da várzea de São Paulo vestindo um camisa rubro-verde e levando o nome de Portuguesa. Foi na Cohab Teotônio Vilela que, em setembro de 1985, os amigos Brigadeiro, Gilmar e Arnaldo – esse último o português – criaram a sua Lusa.

Ainda sem a campo, a recém fundada A.A. Portuguesa Cohab Teotônio Vilela, em homenagem a um de seus idealizadores de origem além-mar, participava apenas de amistosos e festivais em seu primeiro ano. Porém, em 1986, já com sua sede, onde hoje está localizado o Centro de Esporte e Lazer do bairro, a Lusa passou a ser reconhecida e despertou o interesse de grandes jogadores da região.

Foi assim que Raimundão, Miltão, Delau, Jairinha, Xavier, Sardinha, Guinho, Fred, Lamu, Pomba, Ademir, Compadre, Japonês, Joel, Rogério, Nilão, Albergado, Brito, Pica Pau, Ney, Isaias Badula, Paulinho Maloca e tantos outros nomes históricos chegaram à Portuguesa nos idos dos anos 80 e 90. Com tantos jogadores, a equipe acabou por formar dois quadros, além dos veteranos, que jogavam todos os finais de semana na Cohab, ao ritmo do tradicional samba à beira do campo.

Porém, se última metade dos anos 90 a Portuguesa de Desportos mostrava sua força no futebol brasileiro, o mesmo não aconteceu com a sua xará de Teotônio Vilela. Sem recursos, o time acabou encerrando suas atividades temporariamente.

Seu retorno foi modesto, com uma nova diretoria, o time buscou uma nova identidade e apostou em um número menor de jogadores, mesclando veteranos e jovens promessas e em competições de pouca expressão. Até que em 2002 a Portuguesa da Cohab Teotônio Vilela apostou alto.

Parou de jogar torneios menores e foi enfrentar os grandes adversários e os mais importantes torneios da Zona Leste de São Paulo. A Copa Leidiane foi o primeiro grande sucesso, a competição dava vaga à extinta Copa Kaiser. Ao terminar em terceiro lugar, a Lusa herdou a vaga reservada dos finalistas e conseguiu disputar o mais importante torneio da várzea paulista da época.

No primeiro ano de Copa Kaiser, a rubro-verde chegou até a quarta fase, demonstrando que tinha voltado para ficar entre os grandes. A partir daí seguiu-se um caminho de conquistas e grandes torneios como a Copa Martins Neto e a Copa Nove de Julho. Porém, o primeiro título ainda iria demorar a chegar.

Após 10 anos de sua volta às grandes competições, a Portuguesa de Teotônio Vilela sobre o comando do professor Edson chegava à sua final, contra o Santa Cruz do Sinha, pela Copa Leidiane. Como não poderia deixar de ser, com muita luta, o time venceu de virada por 3×1 e levantou seu primeiro troféu de campeão.

Dois anos depois, em 2014, nova conquista, mas ainda mais épica do que a primeira. Contra a equipe do 17 de Janeiro de Vila Rica, a Lusa, comandada pelo professor Rodrigo Nogueira (Stilo) perdia por 1×0 até os acréscimos do árbitro, foi então que na base do desespero, o seu goleiro se lançou para área adversária para tentar um milagre, e o milagre veio. De cabeça, no último giro do relógio, o camisa um rubro-verde empatou a partida e levou à decisão para os pênaltis. Resultado, o bicampeonato para a Portuguesa de Teotônio Vilela.

Ainda sobre o comando de Stilo, a Lusa conquistou os títulos da Copa G8, da Copa Betz Club Moleque Travesso e na última edição da Copa Piooner, chegou entre os oito finalistas demonstrando sua força e tradição, ao longo desses quase 35 anos de existência.
A Portuguesa da Cohab Teotônio Vilela que já foi presidida por Sr Arnaldo, Jarrão e Batata, hoje é presidida por Baita.
Gilmar, Edson, Jarrão, Batata, Nedão e Stilo (atual) são os técnicos que honraram a história da Lusa, além de Stilo a atual comissão é composta por Nedão, Petinha, Boneco, Didi, Edipo, Nenê e Beto.
A sua torcida Casinha 12, junto com a Bateria Babautucada, são as que comandam a festa na arquibancada.
Com altos e baixos, de um começo simples ao seu apogeu, a Portuguesa de Teotônio Vilela honra e dignifica as cores verde e vermelha de sua camisa e muito orgulha essa instituição centenária. A Associação Portuguesa de Desportos saúda sua xarazinha Portuguesa de Teotônio Vilela.