Futebol

A primeira vez da Lusa na Série A2

Algo inusitado aconteceu na história da Portuguesa em 2007, depois de 86 de vida: A Rubro-Verde disputou a Série A2 do Campeonato Paulista. Para a grande torcida lusitana, a situação não foi diferente, pois se tratava de uma competição nunca vivida pelo apaixonado torcedor.

Na tarde ensolarada e muito quente de 21 de janeiro, a Portuguesa debutou na Segunda Divisão Paulista no distante município de Osvaldo Cruz, quando enfrentou a equipe local, no estádio Breno Ribeiro do Val.

A torcida do time mandante compareceu em bom número, afinal de contas a grande Portuguesa era a atração maior do encontro.

O trio de arbitragem, comandado pela árbitra Silvia Regina de Oliveira, foi o primeiro a pisar no terreno de jogo. Na sequência, surgiu a equipe da casa, sob representativo foguetório. Quase que paralelamente foi a vez do time do Canindé colocar os pés no gramado.

Das cabines do estádio interiorano, acompanhei passo a passo a caminhada do técnico Vágner Benazzi e seus companheiros até o banco de reservas. A impressão que tive foi positiva. Naquele momento, senti que havia um grupo comprometido em recolocar a Portuguesa na Série A1 e que a passagem pela Série A2 seria rápida.

A Lusa entrou em campo com Tiago, Wilton Goiano, Bruno Rodrigo, Erick e Leonardo, Rái, Marcos Paulo e Alexandre, Diogo, Rivaldo e Samuel Lopes.

Durante o jogo, entraram três jogadores: Juninho Goiano, que substituiu Leonardo na lateral esquerda, o volante Pedro, jogador das categorias de base, entrou no posto de Diogo, e Vaguinho, que foi para o lugar de Samuel Lopes.

A Portuguesa foi superior durante todo o jogo e logo aos 19’ de bola rolando, Samuel Lopes abriu o placar para os lusos. O aguerrido e entusiasmado time do Osvaldo Cruz lutava muito e exigia bastante da Lusa.

Na segunda etapa, apesar de manter mais posse de bola e ter o domínio da partida, somente aos 33’ a Rubro-Verde chegou ao segundo gol. Outra vez, Samuel Lopes deixou sua marca nas redes interioranas.

Como premio ao comprometimento de seus jogadores, o Osvaldo Cruz marcou seu gol na marca dos 39’, com Cenedesi, e buscou de todas as formas o tento da igualdade nos minutos finais. Situação de pressão que exigiu bastante atenção da retaguarda paulistana.

Final de partida com o primeiro obstáculo superado pela Portuguesa, que venceu fora de casa, 2 a 1, na estreia.

Para a fanática torcida lusa, valeu a pena andar quase 1.200 km, comemorar a primeira vitória e voltar com a certeza que no ano seguinte seu time de coração estaria na Série A1.

Um abraço e até a próxima.
Antonio Quintal